Incensação

 

Incensação: Ato de incensar, o que se faz balançando-se o turíbulo ou incensador de maneira que a fumaça do incenso ardente se eleve na direção do objeto ou pessoa que está sendo incensado.

Imagens, estátuas e relíquias sagradas, bem como Cristo no Santíssimo Sacramento são incensados nos ofícios sagrados da Igreja.

Cada movimento do turíbulo da altura da face do incensante em direção ao objeto a incensar chama-se ICTO.

Ao passo que DUCTO é o conjunto dos movimentos feitos com o turíbulo, da altura da cintura até a face onde se executam os ICTOS (um ou dois)

A incensação pode constar de um ou mais ductos que por sua vez podem ser simples ou duplos. (Cf. Bíblia Sagrada, Ed. Barsa para a Família Católica).

 

A Liturgia Episcopal em Geral (LEG) estabelece o seguinte para o uso do incenso:

 

1. O rito da incensação exprime reverência e oração, como vem significado no Salmo 140,2: “Livrai-me Senhor do homem mau, preservai-me do homem violento;” e no Apocalipse 8,3: “Adiantou-se outro anjo, e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono.”

 

2. A matéria que se deita no turíbulo deve ser incenso puro de suave odor, ou, ajuntando-se-lhe outra substância, haja cuidado de que a quantidade de incenso seja muito superior.

 

3. Na missa usa-se o incenso:

 

a) durante a procissão de entrada;

- o Turiferário e o Navetário (ou naveteiro) entram sempre à frente da Cruz e das velas, colocando-se o primeiro à direita e o segundo à esquerda. Antes do início da procissão o Presidente da celebração coloca incenso no turíbulo (Cf. MR 82,235)

- Ao chegar ao altar, posicionam-se à esquerda de quem chega ao presbitério aguardando até o Presidente da Celebração beijar o altar para lhe oferecer o turíbulo e o incenso. (Cf. MR 235,2).

 

b) no princípio da missa, para incensar o altar;

O Altar é incensado com ICTOS sucessivos do turíbulo, do seguinte modo:

- se o altar estiver separado da parede, o presidente da celebração incensa-o em toda a volta, iniciando pelo centro e contornando-o pela direita;

- se o altar não estiver separado da parece, o presidente da celebração incensa-o passando primeiro ao lado direito, depois ao lado esquerdo.

- Se a cruz estiver sobre o altar ou junto dele, é incensada antes do altar; caso contrário, o Presidente da Celebração incensa-a ao passar por diante dela.

- As oferendas são incensadas antes da incensação do altar e da cruz.

 

c) Na procissão e proclamação do Evangelho;

O Turiferário e o Navetário apresentam-se ao iniciar o canto de aclamação ao Evangelho. Se o que preside estiver sentado, ajoelham-se e apresentam o turíbulo e a naveta para ser colocado e abençoado o incenso. Caso contrário, permanecem também de pé. A seguir acompanham o ministro que vai proclamar o evangelho até o Ambão, permanecendo à sua direita e um pouco atrás. Após o anúncio, o que estiver proclamando o evangelho (padre ou diácono) recebe o turíbulo do turiferário e incensa o livro sagrado com três DUCTOS de dois ICTOS, iniciando pelo centro, depois à direita e à esquerda. O turiferário e o navetário permanecem juntos até o final da proclamação. (Cf. MR 95, 235)

 

d) ao ofertório, para incensar as oferendas, o altar, a cruz, o presidente da celebração, os concelebrantes e o povo;

- durante a apresentação das oferendas (bendito sejais, senhor Deus...) o turiferário e o navetário apresentam-se novamente. Antes do lavabo, o que preside incensa as oferendas, o altar, e a cruz. Entrega então o turíbulo ao diácono (na ausência do diácono ao próprio turiferário) que o incensa com três DUCTOS de dois ICTOS. A seguir são incensados, os Concelebrantes e por último, o povo.(Cf. MR 105)

 

e) à elevação da hóstia e do cálice, depois da consagração:

- O turiferário e o navetário entram só ou com o processional, logo após o Santo, e se posicionam em frente ao Altar com o turíbulo preparado. Ajoelham-se no momento da Epiclese (quando o presidente da celebração impõe as mãos sobre as oferendas e invoca a presença do Espírito Santo) e o turiferário incensa a Hóstia ao ser elevada e depois o Cálice, com três DUCTOS de dois ICTOS, retirando-se após o “Eis o Mistério da Fé” (Cf. MR235).

 

Na elevação da Hóstia e do Cálice os três DUCTOS de dois ICTOS  são direcionados ao CENTRO DO ALTAR (e não centro, direita e esquerda como no evangelho).

Antes e depois da incensação, o que incensa faz profunda inclinação à pessoa ou ao objeto que é incensado; não porém, ao altar nem às oferendas recebidas para o sacrifício da missa. (Liturgia Episcopal em Geral, 75).

 

Usa-se ainda o incenso, como vem descrito nos livros litúrgicos: (LEG 87)

a) na dedicação da Igreja e do Altar;

b) na confecção do sagrado Crisma, quando se transportam os santos óleos;

c) na exposição do Santíssimo Sacramento no Ostensório;

d) nas Exéquias dos defuntos.

 

Via de regra, deve-se usar também o incenso nas procissões: (LEG 88)

a) da Apresentação do Senhor;

b) do Domingo de ramos;

c) da Missa da Ceia do Senhor;

d) da Vigília Pascal;

e) da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo;

f) da Solene transladação das Relíquias;

g) e, em geral, nas procissões que se fazem com solenidade.

 

Em Laudes e Vésperas, quando celebradas com solenidade, pode-se fazer a incensação do altar, do bispo e do povo, enquanto se canta o cântico evangélico.(LEG 89)

Para pôr incenso no turíbulo, o bispo senta-se, se estiver na Cátedra ou junto de outro assento; fora disso, põe o incenso de pé. O diácono apresenta-lhe a naveta,(LEG 72) e o Bispo benze o incenso com o sinal da cruz sem dizer nada.(LEG 73) Depois, o Diácono recebe do Acólito o turíbulo e entrega-o ao Bispo. (LEG 74)

 

São incensados com TRÊS DUCTOS de turíbulo: (LEG 92)

- o Santíssimo Sacramento;

- a Relíquia da Santa Cruz;

- as Imagens do Senhor solenemente expostas;

- as Oferendas;

- a Cruz do Altar;

- o Livro dos Evangelhos;

- o Círio Pascal;

- o Bispo ou o Presbítero presidente;

- a Autoridade civil oficialmente presente na sagrada celebração;

- o Coro e o Povo;

- o Corpo do Defunto.

 

Com dois DUCTOS incensam-se as Relíquias e as Imagens dos Santos expostas a pública veneração. 

Porém, se a imagem a ser incensada tiver em seus braços ou junto de si a imagem do menino Jesus (São José, Santo Antonio...) será incensada com três DUCTOS de dois ictos.

 

O Santíssimo Sacramento é incensado de joelhos.

 

As Relíquias e as imagens sagradas expostas à pública veneração, são incensadas depois da incensação do altar, porém, somente no início da celebração da missa.(LEG 95)

O Bispo, quer esteja no altar, quer na cátedra, recebe a incensação de pé, sem mitra, a não ser que já esteja com ela. (LEG 96)

Os concelebrantes são incensados pelo diácono, todos ao mesmo tempo.

Os cônegos que porventura não concelebrem ou o coro duma comunidade são incensados junto com o povo, salvo se a disposição dos lugares aconselhe outra coisa.

Isto igualmente aos Bispos que, porventura, estejam presentes.

As monições e orações que devam ser ouvidas por todos, o Bispo (ou o que preside) não as profira antes de terminada a incensação. (LEG 98)

 

OBS:

(LEG 72) – Podem apresentar-se ao Bispo dois acólitos, um com o turíbulo e outro com a naveta; ou um acólito só com ambas as coisas; neste caso, segura na mão esquerda o turíbulo com as brasas, e na direita a naveta com o incenso e a colher.

 

(LEG 75) – Aquele que incensa “segura, com a mão esquerda, a parte superior das correntes que sustentam o turíbulo, de modo a poder comodamente lançá-lo e puxá-lo para si”. “Tenha o cuidado de o lançar com gravidade e decoro, sem mover o corpo ou a cabeça enquanto movimenta o turíbulo para  frente ou para trás; a mão esquerda, que segura a parte superior das correntes, mantém-na firme e segura diante do peito; a mão e o braço direito movem-se calma e lentamente com o turíbulo

 

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