INSTRUÇÃO GERAL SOBRE A LITURGIA DAS HORAS

CAPITULO I – RESUMO

 

IMPORTÂNCIA DA LITURGIA DAS HORAS OU OFÍCIO DIVINO NA VIDA DA IGREJA

 

  • A liturgia das horas é rezada desde o início da Igreja e ao longo do tempo veio progressivamente sendo aperfeiçoada e organizada, porém sempre tendo como centro o próprio Cristo, que deu exemplo de uma vida de oração e quis que compartilhar seu estilo de vida orante através da sua igreja.
  • As principais características da Liturgia das Horas são: Consagrar todo o curso do dia e da noite, prolongar o louvor eucarístico; participação do sacerdócio de Cristo (mediação); fonte de santificação, e ao mesmo tempo louvor e súplica.
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  • Que a mente concorde com a voz: “Consideremos, pois, a maneira como havemos de estar na presença da Divindade e dos seus anjos, e, ao salmodiar, guardemos tal atitude, que o nosso espírito concorde com a nossa voz [mens concordet voci]. A oração comunitária, se se quer que as nossas palavras sejam agradáveis a Deus e sejam um verdadeiro sacrifício de louvor que Deus espera da sua criatura, é necessário o acordo entre a voz que canta os louvores de Deus e os sentimentos dos orantes. Não se trata de fazer concordar imediatamente a mente com a voz; trata-se antes de um longo processo de amadurecimento que leve a mente a “converter-se”, movida pela escuta da Palavra (os Salmos), à própria iniciativa de Deus, que primeiro nos fala. Nos Salmos, rezamos a Deus com a própria Palavra de Deus. É essa Palavra, pronunciada pelas nossas vozes, que é determinante; o nosso espírito deve progressivamente concordar com a voz... É claro que isto supõe uma vida cristã que encontra na própria Palavra de Deus o alimento da vida espiritual.
  • A Liturgia das Horas, tal como as demais ações litúrgicas, não é ação privada, mas pertence a todo o corpo da Igreja: a igreja local com seu bispo e clero; as paróquias e outros grupos de fiéis; comunidades de cônegos, monges e outros religiosos; demais clérigos e religiosos, assim como os leigos.
  • Os ministros ordenados têm a incumbência de convocar, dirigir, convidar, proporcionar catequese, ensinar, encaminhar e instruir o povo em geral.
  •  Sempre que os fiéis são convocados e se reúnem para celebrar a Liturgia das Horas, pela união das vozes e dos corações manifestam a Igreja que celebra o mistério de Cristo.
  •  Os grupos de leigos, onde quer que se encontrem reunidos, seja qual for o motivo destas reuniões — oração, apostolado ou outro motivo — são igualmente convidados a desempenhar esta função da Igreja, celebrando alguma parte da Liturgia das Horas.
  • Convém, finalmente, que a família, qual santuário doméstico da Igreja, não se contente com a oração feita em comum, mas, dentro das suas possibilidades, procure inserir-se mais intimamente na Igreja, com a recitação dalguma parte da Liturgia das Horas.

 

 

Reginaldo de Oliveira Peres

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