Formação: 1ª Parte do Livro Jejum do Frei Patrício Sciadini

08/09/2012 19:00

 

Resumo (Conceição Félix)


O jejum é uma via inegável de sacrifício para o Cristão se aproximar mais de Deus e dos irmãos. É um caminho de benefícios para nossa vida, caminha esse orientado pela Palavra. É uma fonte de cura de doenças Psicossomáticas.

Devemos jejuar para nos assemelhar a Jesus, que como nosso único modelo, jejuava em favor do sucesso de sua missão.

Como resgatadores de almas essa prática deve fazer parte do nosso caminho rumo ao outro, em favor dos que necessitam. O jejum é a maior prova do despojamento das coisas supérfluas para um cristão que busca o Reino de Deus, é uma atitude que nos torna solidários e realizamos uma pequena porção do desejo de Deus para a Comunidade Hallel.

Referência a Palavra de Deus (Mt 23, 35ss) Ler juntos.

São João da Cruz chega a uma feliz conclusão durante seus momentos de silencio e meditação, diz: “no entardecer da vida, seremos julgados no amor”, no amor dinâmico, no amor ação, no amor referenciado pela Palavra de João que afirma não haver maior amor do que dar a vida pelos que se ama (Jo 15, 13).

O jejuar não pode ser visto como uma obrigação a ser cumprida para se obter algo em troca.

Jejuar nos dias de hoje parece loucura, em uma sociedade onde os meios de comunicação pregam o consumismo, o poder, o egoísmo, as mais variadas formas de prazeres. Uma cultura capitalista e vazia que prega tanto e não tem nada de santo a nos oferecer.

Quando jejuamos nos privamos do mal, nos prevenimos contra ele.

E por que jejuar? Para que os outros não possuam dificuldades e tenham o necessário, para que tenham um mundo de justiça e de paz, onde não sejam contaminados por filosofias que lhes tiram o sabor da busca pelo sagrado, pelo reino, pelo Senhor.

O jejum também é um processo de conversão, de encontro consigo mesmo, com os outros e com Deus. É sair de si, do comodismo, mesmo que isso seja difícil e doloroso. Mas com a certeza de que depois do deserto se chega à terra prometida.

Prefácio da Quaresma e oração da Quinta feira de Cinzas (ler juntos)

O jejum em Israel

Não podemos ver o jejum como uma simples forma de penitencia, como uma orientação masoquista sem importância, não devemos marginalizá-la como prática daqueles que simplesmente gostam de sofrer, mas sim vê-lo como uma prática tida como subsídio para o outo controle de instintos e paixões, que hoje tem retornado aos nossos tempos com toda força.

O povo de Israel fazia o jejum do alimento e da bebida no dia do Kipur ou da expiação, a fim de receber de Deus o perdão de seus pecados.

Citação da Palavra (Lv 16, 29-31)

O Israel como o povo escolhido por Deus tinha suas motivações para a prática do jejum e uma delas se revela através de Moisés que, revoltado com a escravidão de seu povo, é chamado por Deus para liderar os escolhidos no caminho a grande libertação.

No decorrer desse caminho muitas coisas acontecem, falta de alimento, de água, conflitos, conversões, observações claras da glória de Deus, momentos de saliêncio. E por tudo isso quem respondia para o povo era Moisés, como líder. Por meio dele, Deus dá o bem mais precioso ao povo, a lei, com certeza ele sentiu fome e sede, mas sua motivação de receber a graça do Pai e leva-la aos seus era maior.

Referencia a Palavra de (Ex 34, 20-28).

Foram 40 dias que os amigos: Deus e Moisés conversaram, tiveram uma proximidade, e isso é o que a prática do jejum causa em nós também, claro que não da mesma forma, mas de maneira particular, Deus fica mais próximo a nós. É um momento em que nos tornamos apto a estar comunhão com Deus.

Mesmo diante do sacrifício de Moisés o povo constrói um bezerro de ouro de começam a adorá-lo, e o líder fica irado, voltando para o jejum, que no total dura 80 dias, e Deus dá novamente as leis nas tábuas para ele.

Referência a Palavra de (Dt 9, 24-29).

O jejum abre nosso coração a oração, nos faz sentir mais leves e mais livres para suplicar e interceder diante do Senhor e nos torna sensíveis às mensagens que Deus quer nos enviar. Sempre que tivermos extremas dificuldades ou quisermos encontrar graça diante do Pai, devemos recorrer a oração e ao jejum.

Referencia a Palavra (Dt 10, 9-11)

Deus nos convida a jejuar nos momentos mais difíceis, sejam elas pessoais ou comunitárias. Deus se põe ao lado dos que jejuam, não só do alimento, mas de toda iniquidade e injustiça.

O autor nos dá como exemplo, além de Moisés, o jejum de Ana, mãe de Samuel (referência na Palavra de I Sm 1, 4-8).

O Jejum nos tempos difíceis. Não há duvidas de que somos amados por Deus, da mesma maneira que amou o povo de Israel. Mas, assim como aquele povo também nós passamos por momento de provações. E nesses momentos devemos acreditar e recorrer a Ele com suplicas e sacrifícios.

O jejum na doença e no sofrimento.

Perguntas para os que faltaram a formação.


  1. Por que devemos jejuar?

  2. Como podemos exercitar o carisma Hallel praticando o jejum?

  3. O jejum cura em que sentido?

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