FORMAÇÃO DIA 15/09/2012

15/09/2012 20:10

Formação: 2ª Parte do Livro Jejum do Frei Patrício Sciadini

 

Todo cristão foi chamado por Deus para realizar algo na terra e, para cada chamado de vida, existe também um respaldo e uma garantia dada pelo próprio Senhor, isto é, uma capacitação para que o chamado possa ser cumprido.  Duas armas poderosas para isso são a oração e o jejum.  Já iniciamos a formação falando sobre o jejum, hoje datemos continuidade.

Da definição da palavra jejum no dicionário: “Abstinência ou abstenção total ou parcial de alimento em determinado dia por penitencia ou prescrição religiosa ou médica”. Para nós, cristãos, jejum não é uma simples abstinência de alimento, mas é abrir mão de algo que agrada a nossa carne para, então, agradar a Deus.

 

O JEJUM SALVA NÍNIVE

Nínive estava sentenciada à destruição. O profeta Jonas fora enviado por Deus para comunicar a sentença, e o motivo, que era a maldade daquela gente. Um povo que não respeitava ao próximo, viviam em extremo pecado.

Jonas conhecia bem a Deus (Jonas 4.2), e foi enviado para profetizar aquele povo, mas não o fez, desviando sua rota. O que Jonas queria, era que, aquele povo viesse a ser destruido por Deus, para assim vir a estar livre da opressão e tirania, ele e consequentemente o seu povo. Mas Deus o conduziu a cidade para anunciar a destruição, fazendo com que o povo se convertesse.

Com o conhecimento adiquirido por meio da pregação do profeta, a nação inteira jejuou, mais foi um jejum provocado pelo arrependimento em seus corações.

Primeiramente, após ouvirem a pregação, eles creram (Jonas 3.5).

E em segundo lugar, tomaram uma decisão, ou seja, nós precisamos fazer algo, mesmo que não mude a sentença de Deus, de nossa parte, vamos jejuar (Jonas 3.9).

Em terceiro lugar, após o rei ter tomado esta decisão firme, ele próprio iniciou o jejum, “... e levantou-se do seu trono...” (Jonas 3.6), decretou jejum geral, pois era o no único meio que ele via de momento para tentar reverter aquele quadro, fez uma proclamação, que se divulgou em Nínive, (Jonas 3.7).

.

O JEJUM DEVE MUDAR A NOSSA VIDA:

Estamos diante de uma situação diferente das que estamos acostumados a testemunhar por aí. Geralmente podemos ver pessoas por todos os lados a fazerem jejum por motivos egoístas, pensam apenas em si próprios, nunca na salvação de almas.

Um escrito cristão Kenneth Hegin fez a seguinte afirmação sobre o Jejum: o jejum não muda a DEUS. Ele é o mesmo antes, durante e depois do jejum. Mas jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se suscetível ao Espírito de Deus”.

O jejum tem que nos transformar, tem que mudar o nosso caráter e aperfeiçoar a maneira de enxergarmos o mundo a nossa volta, ou seja antes do jejum enxergamos o mundo com nossos olhos carnais, durante e principalmente, após o jejum, passamos a enxergar a mesma situação com os olhos de Deus. A diferença nisso está em saber como se portar diante das adversidades.

Ver Izaias 58 estatuto do jejum bíblico. O capítulo 58 de Isaías é uma comprovação que a religião exterior não é suficiente para agradar a Deus. Professa piedade não é garantia de coração transformado. Também nos ensina que é possível fazer as coisas certas pelos motivos errados, algo que não tem a aprovação de Deus.

 

QUANTOS DIAS JEJUAR

É importante reforçar que a bíblia não determina regras e fórmulas para o jejum. Vimos até aqui que eles podem variar de acordo com os seus própositos. Portanto, cada cristão é livre para orar a Deus e ver quando jejuar, como e o que quer jejuar. Mas a bíblia deixa-nos algumas direções a serem seguidas.

Jejum de 40 dias – jejum para fortalecimento e enchimento do espirito Santo e para lutar e guerrear, sendo uma preparação para a conquista futura. Exemplo: Jesus (MTEUS 4,2); Jejum anual de nossa Igreja.

**Jejum de Zacarias: 4 dias de jejum enchimento do espírito ao longo do ano (Zacarias 8,8-20)

** Ester (Ester 4,16) – busca do favor de Deus para o povo

** Davi (2Sam 12, 10-25) – reconhecimento do pecado para readquirir o favor de Deus.

** Daniel na fornalha (Daniel 1, 6-20) – jejum parcial que tinha como motivação a fidelidade a lei do senhor.

Todo sacrifico que se faz, na perspectiva da fé e do amor, é oferta agradável ao Senhor, que não quer nosso sacrifício, nem nossos holocaustos, mas nossa obediência, isto é, o nosso amor

É bom ficar claro que ao jejuarmos devemos fazer ocultamente, para não cairmos no pecado de satanás, a soberba de nos declararmos muito espirituais.  Ao jejuarmos devemos demostrar um semblante como se não estivéssemos jejuando.

“Porém tu, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em oculto; e teu Pai, que vê em oculto, te recompensará”.(Mt 6:17,18)

A pessoa que estiver jejuar poderá executar suas atividades diárias normalmente, ir ao trabalho, a escola, a qualquer outro compromisso que não tem problema algum. O importante é que se guarde de pecar e seu jejum tem um objetivo concreto. Aconselho-a quando for possível fazer uma pequena oração em espírito (no ônibus, no intervalo das tarefas), ouvir hinos e cantar. Se sentir vontade de falar em línguas, pode falar, baixinho evidentemente, e se os colegas ouvirem não tem problema, eles não entendem mesmo. Mas o ideal é que seja tirado um dia especial para essa consagração, ai sim, haverá liberdade para uma maior concentração.

 

Existem alguns perigos na prática indiscriminada do jejum. Talvez seja por isso que a Bíblia não tenha um mandamento explícito com respeito à melhor ocasião para o jejum e a duração dele.
Dentre os principais perigos que cercam a prática indiscriminada do jejum, destacam-se os seguintes:

  1. Perigos de natureza física, quando praticado abusivamente e sem orientação específica.
  2. Jejum sem oração é mera privação de alimento, e não terá nenhum valor perante Deus.
  3. Um dos grandes perigos do jejum é o problema da hipocrisia que às vezes cerca esta questão (Mt 6.16; Lc 18.12)
  4. O legalismo é outro grande perigo relacionado com o jejum.


A credibilidade do jejum não está na abstinência pura e simples de alimentos, mas na sinceridade da pessoa que manifesta sua fé, privando-se de algo. O fato de algumas pessoas o praticarem apenas por legalismo, não invalida o jejum. Quando alguém crê que Deus será louvado pela consagração do seu corpo pelo tempo passado em oração e pela abstinência de alimentos, seu jejum se torna um ato de fé.

 

PODEM JEJUAR OS CONVIDADOS DA FESTA

O jejum é uma das atividades mais espirituais que existe, praticada pela maioria das grandes religiões do mundo.  Jesus começou Seu ministério terrestre jejuando por 40 dias no deserto. Ele ensinou os seus discípulos sobre o jejum. Vejamos: Mateus 6,16-18.

Quando interrogado pelo doutores da lei sobre o jejum de seus discípulos sua resposta foi que ainda não estava na hora para Seus discípulos jejuar. Ele os comparou com os convidados para uma festa de casamento, e disse que, naquele momento, a coisa mais correta era para eles participaram naquela festa. Podem os convidados para o casamento jejuar enquanto o noivo está com eles?

Jesus explicou que haverá um dia quando Seus discípulos iriam jejuar – depois que o Noivo lhes foi tirado. Ele ainda usou a parábola do vinho novo e dos odres velhos para explicar que primeiro Ele precisava retirar toda a estrutura religiosa legalista dos Seus discípulos - a religiosidade dos Fariseus que, sim, até os discípulos de João ainda tiveram - antes de enchê-los com o vinho novo do Seu Espírito.

O que o Senhor Jesus estava estabelecendo aqui foi um princípio do Reino, que podemos chamar do "princípio do relacionamento e não do ritual". Quantas vezes nós fazemos coisas para o Senhor - até sacrifícios de algum tipo – em vez de simplesmente gastar tempo com Ele, desfrutando da "comunhão do Seu Espírito", da presença do Noivo?

Vemos este princípio na velha história de Marta e Maria. Marta estava fazendo muito para o Senhor Jesus – preparando uma refeição maravilhosa para Ele e Seus discípulos, enquanto Maria apenas "assentando-se aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra". Mas quando Marta reclamou ao Senhor sobre a aparente preguiça da sua irmã, ela recebeu a resposta: "Marta, Marta, estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, mas uma só é necessária. Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada".

Até o próprio jejum pode tomar o lugar da verdadeira comunhão com o Senhor Jesus. Devemos jejuar, sim, porque em Mateus 6:16 lemos "quando jejuardes" e não "se jejuastes", mas até o ato do jejum não deve tirar o foco da Pessoa do Senhor Jesus.

Então, o jejum é uma expressão de uma verdadeira paixão, uma busca intensa para a presença do Senhor Jesus. O resultado desta busca é que nós O conhecemos mais perfeitamente, conhecendo o Seu infinito amor por nos. E à medida que nós conhecemos, verdadeiramente, o Seu amor, iremos também refletir e mostrar este amor às pessoas ao nosso redor. Se nossas práticas religiosas, e até o ato do jejum, não resultam em mais compaixão para com os perdidos, excluídos e oprimidos, elas são apenas rituais que faltam a verdadeira vida de Deus.

 

O JEJUM DOS PRIMEIROS CRISTÃO

Os discípulos e os primeiros cristãos seguiam os ensinamentos de Jesus, jejuando e orando para se fortalecerem. (Atos 13,1-3; 14,22-24)

São Paulo vai reagir contra o jejum legalista dos primeiros cristão, fazendo surgir uma nova forma de mortificação, mais exigente e autêntica, que é o despojamento interior e o abandono de toda maldade (Romanos 14,17).

Para Paulo, devemos tomamos consciência as realidades dentro de nós, da luta entre os desejos da carne que são contrários ao espírito. Da necessidade de uma ascese interior para o fortalecimento do espírito para enfrentar os inimigos que nos cercam (Gálatas 5,13-25)

 

 

Perguntas:

  1. O jejum pode ser feito em favor de alguém, tipo, por alguém ou por uma solução de problemas?
  2. O jejuam é abster-se do que?
  3. Pode ser dito a alguém que se esta jejuando ou deve ser algo oculto?

Voltar

Contato

© 2012 Todos os direitos reservados.

Crie um site gratuitoWebnode