O ANO LITURGICO

29/10/2012 17:08

“Revela todo mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a encarnação e nascimento até a ascensão, ao pentecostes, à expectativa da feliz esperança e da vinda do Senhor”. (SC,102)

 

O Ano Litúrgico é o tempo que marca as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não é como o ano civil, que começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de dezembro, mas começa no 1º domingo do Advento (preparação para o Natal) e termina no último sábado do tempo comum, que é na véspera do 1º domingo do Advento, com a festa de Cristo Rei.

 

Durante o ciclo anual, desenvolve-se todo o mistério de Cristo, comemorando-se também os aniversários dos Santos.

 

Seguindo a tradição apostólica, o Domingo é o dia da celebração do mistério pascal. É o principal dia de festa, pois cada Domingo é uma páscoa.

 

 

Nos primeiros tempos do cristianismo havia somente os domingos. Cada domingo era de festa.  Celebrava-se o mistério Pascal: morte e ressurreição do Senhor.  Com o tempo, os cristãos começaram a celebrar um destes domingos de modo especial: chamado o domingo da Páscoa.

 

Depois, celebravam em  dias   determinados   do   ano,   uma   festa   especial   ou   outros acontecimentos  importantes da vida de Cristo:  Nascimento,  Epifania,  Ascensão,  Pentecostes.

 

Assim teve origem a festa do Ano Litúrgico.

 

1.1 Ciclo do Natal

 

ADVENTO – Inicia o ano litúrgico, compondo-se de 4 semanas. Não é um tempo de festa, mas de alegria moderada e preparação para receber Jesus.

 

NATALÉ comemorado com alegria, pois é a festa do nascimento do Salvador. Nesse período destacamos a Epifania do Senhor, que é celebrada no Domingo seguinte ao natal e dura 3 semanas, sendo uma festa que lembra a manifestação de Jesus como Filho de Deus. No ciclo de Natal também são celebradas as festas da da Apresentação do Senhor no dia 02 de fevereiro, da Sagrada Família, de Santa Maria Mãe de Deus e do Batismo de Jesus.

 

1.2 Tempo comum- 1ª parte

 

Começa após o batismo de Jesus e acaba na terça antes da quarta-feira de Cinzas.

 

1.3 Ciclo da Páscoa

 

QUARESMA - Tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Celebração da Páscoa. Não se diz "Aleluia", nem se colocam flores na igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor. É um tempo de sacrifício e penitências, não de louvor.

 

A Senana Santa visa recordar a paixão de Cristo, desde sua entrada messiânica em Jerusalém. Na Quinta-feira santa, o bispo bronze os óleos e concelebra com seus presbíteros, como sinal visível de comunhão e participação.

 

PÁSCOA - Começa com a ceia do Senhor na quinta-feira santa. Neste dia é celebrada a Instituição da Eucaristia e do sacerdote. Na sexta-feira celebra-se a paixão e morte de Jesus. É o único dia do ano que não tem missa. Acontece apenas uma Celebração da Palavra. No sábado acontece a solene Vigília Pascal. Forma-se então o Tríduo Pascal que prepara o ponto máximo da páscoa: o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. Ela se estende até a Festa de Pentecostes.

 

Pentecostes: É celebrado 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e nos envia o Paráclito. A aleluia é o simbolo da alegria deste tempo. Os domingos são I, II, etc de páscoa. No 40° dia de páscoa, celebra-se a ascensão do Senhor, no Brasil, transferida para o VII Domingo da páscoa, ou seja, o Domingo seguinte, ao 40° dia da páscoa.

 

1.4 Tempo Comum – 2ª parte

 

Começa na segunda após Pentecostes e vai até o sábado anterior ao 1º Domingo do advento. Ao todo são 34 semanas. É um período sem grandes acontecimentos. É um tempo que nos mostra que Deus se fez presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus.

 

 "O Tempo comum não é tempo vazio. É tempo de a Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino." (CNBB - Documento 43, 132)

QUARESMA

           

A Igreja se une, a cada ano, mediante os quarenta dias da Quaresma, ao mistério de Jesus no deserto. A Quaresma é um tempo de organização para a festa da Páscoa. Mais do que simples preparação para a Páscoa, a Quaresma é tempo de grande convocação para que toda a Igreja se deixe “purificar do velho fermento para ser uma massa nova, levedada pela verdade”. (cf. 1 Cor 5,7-8).

 

1 Localização no Calendário Litúrgico

Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado à reflexão e à conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.

 

Desde o início de cristianismo, a Quaresma constitui-se num tempo especial de orientação dos catecúmenos que seriam batizados na Vigília Pascal e iniciados na vida sacramental e das comunidades. Em nossos dias, a Igreja convida todos os seus filhos a preparar a Páscoa numa vida sóbria, com orações mais intensas, com gestos de penitência e caridade.

 

É tempo favorável de nos convertermos ao projeto de Deus, ouvindo e acolhendo sua Palavra sempre viva e eficaz, que nos faz retomar a opção fundamental de nossa fé feita no Batismo.

 

A Quaresma nos chama à reconciliação, à mudança de vida, a assumir a busca da humanidade inteira por libertação, justiça, dignidade, reconciliação e paz. Alargamos ecumenicamente o coração, trazendo a Deus o clamor sempre mais forte do universo, que anseia por vida e liberdade, aguardando a plena manifestação dos filhos e filhas de Deus.

 

No ano A, predomina o tema do Batismo, com suas exigências na sequência dos Evangelhos; no ano B, o tema de Cristo glorificado por sua morte e ressurreição, fonte da restauração da dignidade humana; e no ano C, os fiéis são convidados a penitência ou conversão, condições para a nova aliança em Cristo Jesus, selada no Batismo e a ser renovada na Páscoa.

 

2 Inicio da Quaresma

 

O tempo quaresmal inicia com a celebração da quarta-feira de cinzas. O significado simbólico da cinza está ligado com sua semelhança com o pó e com o fato de que ela é o resíduo frio e ao mesmo tempo purificado da queima após a extinção do fogo. Por isso em muitas culturas ela é o símbolo da morte, da transitoriedade, do arrependimento e da penitência, mas também da purificação e da ressurreição.

 

Espalhar cinza sobre a cabeça ou rolar-se nela era expressão de luto entre gregos, egípcios, judeus e árabes e ainda o é entre tribos primitivas. Os iogues indianos cobrem seus corpos com cinza como sinal de renúncia ao mundo. A cinza sagrada de animais de sacrifícios queimados era considerada como purificadora no judaísmo.

 

Atualmente, no novo Missal, a benção das cinzas se dá após a leitura do Evangelho e da homilia do Sacerdote. O significado principal dessa celebração é um convite para a preparação para a Páscoa, abandonando os vícios, pecados, pela prática da penitencia e do jejum.

 

As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimônia utiliza essas cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” (GN 3,19) ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho” (MC 1,15).

 

3 Os domingos da Quaresma

 

As celebrações dominicais deste tempo tem um cunho específico na caminhada progressiva para a Páscoa. São acentuados os elementos batismais e é um convite a conversão e à penitencia. Cada domingo tem uma marca progressiva, intensificando a preparação pascal a partir de uma temática determinada.

- DIA 17/02/2013 1° - Domingo da Quaresma  (Dt 26,4-10 / Sl 90 / Rm 10,8-13 / Lc 4,1-13)

A mensagem desse primeiro domingo é o combate do Cristo, que experimenta a solidão, a fome e a tentação do deserto. Sua vitória sobre as forças contra Deus é um prenúncio de sua glória. Como Jesus de Nazaré no deserto da Judéia, o cristão, passando pelos desertos da vida, pode vencer as ciladas do mal.

 

- DIA 24/02/2013 - 2° Domingo da Quaresma (Gn 15,5-12.17-18 / Sl 26 / Fl 3,17-4,1 / Lc 9, 28-36)

A cruz e a morte de Jesus não são um fim em si mesmo mas a passagem para a glória, despertando nos discípulos a esperança e a certeza da vitória

 

- DIA 03/03/2013 - 3° Domingo da Quaresma (Ex 3.1-8.13-15 / Sl 102 / 1Cor 10,1-6.10-12 / Lc 13, 1-9)  Recebemos de Jesus o mandato de trabalhar pela nossa conversão e de produzir frutos de paz e de justiça.

 

 - DIA 10/03/2013 - 4° Domingo da Quaresma (Js 5,9.10-12 / Sl 33 / 2Cor 5,17-21 / Lc 15,1-3.11-32)

Somos levados a reconhecer o perdão dos pecados pela misericórdia de Deus. O batismo é uma morte ao pecado e um renascimento para uma vida de comunhão com Deus e com os irmãos. Somos convidados a deixar para trás qualquer atitude de tristeza e assumir uma atitude de alegria pela consolação que vem do amor de Deus.

 

- DIA 17/03/2013 - 5° Domingo da Quaresma (Is 43,16-21 / Sl 125 / Fl 3,8-14 / Jo 8,1-11)

Jesus perdoa a mulher adúltera. O batismo é dado para remissão dos pecados e para o início de uma nova vida. Somos convidados a reconhecer nossos próprios pecados e acolher os pecadores.

O 5° domingo da quaresma era chamado antigamente de Primeiro domingo da Paixão por ser uma preparação próxima ao Tríduo Sacro. A Nova reforma de 1970 abandonou definitivamente este título, pois toda quaresma tem que ser caracterizada pela passagem do Senhor pela paixão e morte como caminho para ressurreição.

Antigamente, havia o costume de cobrir as imagens e cruzes da igreja com véu roxo. Era um costume ligados aos penitentes públicos, que eram expulsos do interior da igreja, dentro dos rituais penitenciais públicos. Como toda a comunidade é pecadora, passou-se a privar a todos da visão do altar, das cruzes e imagens de santos. Atualmente, esse costume é livre dependendo das normas das Conferencias Episcopais.

 

- DIA 24/03/2013 - Domingo de Ramos (Is 50,4-7 / Sl 21 / Fl 2,6-11 / Lc 22,14.23,56)

Comemora-se a entrada solene de Jesus em Jerusalém. Dever ser uma aclamação do seguimento de Cristo e da profissão de fé.

 

4 Sentido da Quaresma

 

Quaresma tem o sentido maior de fazer-nos redimir as nossas faltas e também as faltas de toda a humanidade. É o sentido da solidariedade e, através dela, a preparação dos caminhos de um mundo melhor, mais fraterno, em direção à Ressurreição.

Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto.

 

Relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum"

 

Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.

 

Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.

 

5 Exercícios quaresmais

A Igreja prepara-nos para a Páscoa através da liturgia e os exercícios quaresmais e da semana santa. São três as práticas recomendadas pela Igreja neste tempo sacrossanto: a oração, a penitência e a esmola.

 

Os três relacionam-se com os nossos deveres para com Deus, deveres pessoais e deveres para com o próximo. A oração nos relaciona com Deus. Devemos neste tempo dedicar um tempo mais generoso aos exercícios de piedade, bem como devemos melhorar mais do que na quantidade, na qualidade das nossas orações. Já a penitência coloca mais ordem dentro de nós. Torna-nos mais sóbrios e moderados, trazendo um equilíbrio maior nas diversas manifestações e impulsos da nossa natureza.

 

A palavra penitência lembra-nos a mortificação dos sentidos internos e externos. Mas, sobretudo, penitência significa conversão de vida, mudança de conduta e de comportamento. Em grego, a palavra “metanoia”, tem um significado mais profundo e radical que a sua tradução, penitência. “Metanoia” significa esta transformação que deve marcar a vida do cristão, à semelhança do fenômeno que acontece na natureza, a metamorfose. Uma lagarta (pecador) passa por um processo de mudança no casulo (retiro e meditação) entra no estado intermediário da crisálida (decisão de mudança por parte de uma vontade firme) e chega ao estágio final, a borboleta (nova criatura). Cristo ressuscitado já exige de nós uma ressurreição espiritual. Não podemos mais, na condição de membros de Cristo, viver presos no túmulo dos nossos pecados, vícios e paixões desordenadas.

 

Por fim, a prática da esmola ao mesmo tempo em que nos liberta do egoísmo e da avareza, faz com que demonstremos nosso amor ao próximo socorrendo-o em suas necessidades, conforme o mandamento de Jesus, que se identifica na pessoa dos pobres, dos pequeninos e desvalidos.

 

A prática da caridade é fundamental na vida do cristão. Na sua mensagem para a quaresma deste Ano da Fé, o Santo Padre o Papa, lembra os deveres dos cristãos neste tempo: “A Quaresma... convida-nos precisamente a alimentar a fé com uma escuta mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos Sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer na caridade, no amor a Deus e ao próximo, nomeadamente através do jejum, da penitência e da esmola”.

 

O Papa destaca como ponto principal da sua mensagem, a conexão ou um entrelaçamento indissolúvel entre a fé e a caridade. “Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas...” Exemplificando, acrescenta o Papa: “ Na Sagrada escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa solicitude pelo serviço dos pobres (cf.At. 6,1-4). Na Igreja, devem coexistir e integrar-se a contemplação e ação, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10,38-42)”. Mais à frente ele afirma que a maior caridade que se pode fazer ao próximo é a evangelização: “Não há ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus”. Para encerrar a mensagem, o Papa enfatiza “prioridade da Fé e a primazia da Caridade”.

 

“Crer na Caridade gera Caridade”, é o título desta mensagem papal. Consolar os aflitos e rezar pelos vivos e defuntos são obras de misericórdia, como nos ensina o catecismo católico.

 

São Paulo aos Tessalonicenses procurava incutir nos cristãos o dever da caridade de consolar os que perdiam seus entes queridos, lembrando-lhes que os que partem desta vida apenas dormem, pois serão um dia despertados na ressurreição da carne. Ele lembrava que os que não tem fé, como os pagãos, se desesperam diante da morte.

 

Os cristãos deveriam consolar-se com a fé na ressurreição futura. Só a fé na ressurrreição é capaz de aliviar, por exemplo, o sofrimento das famílias atingidas pela morte de tantos jovens em Santa Maria, RS. Só a fé verdadeira gera também a verdadeira caridade. E “crer na Caridade gera caridade”, diz o Papa.

 

6 O Jejum Quaresmal

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.

 

Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

 

O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de tomar coca-cola por um mês, e o valor que gastaria nesse refrigerante é usado para o bem de alguém necessitado.

 

7 Relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma

 

A igreja do Brasil, através da Conferencia Nacional dos Bispos (CNBB), desde 1962, vem insistindo no tema da Campanha da Fraternidade. A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.

 

Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.

 

Nesse tempo especial, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB nos apresenta a Campanha da Fraternidade como itinerário de conversão pessoal, comunitário e social. Fraternidade e Juventude é o tema da Campanha para a quaresma em 2013. O lema é inspirado no profeta Isaías 6,8: "Eis-me aqui, envia-me!".

 

Reginaldo Peres